O vento nas árvores, a garoa nos vidros. Ninguém nas ruas, na ponte, no inverno. Nenhuma criança nos brinquedos da praça. Ficou parado, de pés encostados na grama molhada, sentindo o calor de cada gota de água gelada que escorria pelo pescoço. Então soltou os braços. Tirou a única camisa, fechou os olhos e desaguou as lembranças mais frias.